Xampu
De acordo com a pediatra Sandra Oliveira,
não há comprovação de que o extrato, responsável pelo perfume do
xampu, traga benefícios. "O indicado é neutro, com o mínimo de
perfume e corante", diz. Mas os mais cheirosos também não devem
fazer mal. "A quantidade de extrato que colocam na fórmula é
pequena", garante a dermatologista Denise Steiner. Há ainda os
xampus para cada tipo de cabelo. Funcionam? Sandra garante que o
cabelo da criança não vai ficar mais liso ou cacheado. Esta é uma
preocupação desnecessária para quem ainda nem completou 1
ano.
Hidratante
"Só se a criança tiver algum problema especial, do contrário, ele é
desnecessário", afirma a pediatra Sandra Oliveira Campos.
Geralmente, quem precisa são as crianças com pele seca –
alérgicos são mais suscetíveis ao problema – e as que moram
em regiões muito frias. "Elas tomam banho demorado e muito quente.
Depois, entram em contato com o frio e o vento, ressecando a pele",
afirma a dermatologista Tania Cestari. O hidratante, de preferência
neutro, deve ser passado até três minutos após o banho para não
reduzir a eficácia. A mãe deve enxugar o excesso de água e passar o
produto.
Talco
Não é recomendado pelos especialistas. Quando a mãe passa talco no
bebê, produz-se uma névoa que é aspirada pela criança, podendo
causar problemas respiratórios e alérgicos. Fique longe dele!
Óleo
Se a pele do bebê não
precisa, o uso do óleo é desnecessário. Crianças podem usar os
óleos vegetal ou mineral. De acordo com o pediatra Valter
Kozmhinsky, o de origem vegetal causa menos irritação e é mais
absorvido. No entanto, ambos ajudam a hidratar peles secas. Quem
optar pelo óleo, não precisa de creme. "O óleo é muito utilizado em
massagem", lembra. Além de ajudar na limpeza do umbigo, por
exemplo, pode ser usado na remoção de caspas do couro cabeludo e
passado alguns minutos antes do banho.
Perfume
Nada de perfume. É consenso entre profissionais da saúde: "Bebê
limpinho já tem cheiro bom". Só que muitas mães, para não dizer a
maioria, gostam de ouvir "como esse bebê é cheiroso" e levam um
para casa. O que muitas desconhecem é que o produto pode causar
irritação – tanto respiratória quanto na pele – e
alergia. A criança pode ter reação ao cheiro. "Teoricamente, a mãe
não deveria usar no bebê. São substâncias que entram em contato com
a pele sem necessidade. Em último caso, é melhor passar na
roupinha, mas mesmo assim bem pouquinho", avisa a dermatologista
Denise.
Protetor solar
Há controvérsias. Alguns especialistas recomendam utilizar após os
6 meses, outros, só depois de 1 ano porque pode causar irritação.
Em comum, o fato de que o protetor defende o bebê do sol. "Na
praia, por exemplo, os pequenos devem permanecer na sombra e, de
preferência, vestidos com uma roupa leve. O melhor horário para o
passeio é o início da manhã. Mas o fator de proteção tem que ser
alto", assegura o pediatra Valter. O indicado para crianças
pequenas é o de fator 30, porque protege mais. Só o médico deve
indicar a marca.










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